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GirlBoss!!!!

 

GirlBoss (2017- ) conta a história de Sophia (Britt Robinson), uma mulher de 22 anos que não sabia que rumo dar a própria vida. Ela estava sem dinheiro, cometendo pequenos furtos e pegando comida em lixeiras até que uma ideia surgiu em sua mente: vender peças de roupa vintage pelo eBay.

Há pouco tempo me indicaram o livro GirlBoss (sobre a vida de Sophia Amoruso, fundadora do site Nasty Gal), mas eu não me senti nem um pouco tentada a ler. Confesso que minha visão mudou e eu achei a história bem inspiradora, pois ela busca mostrar que você não deve desistir de seus sonhos independente das dificuldades que possua pelo caminho. Valeu a pena dar uma olhada nessa série, que é bem divertida e com uma trilha sonora muito boa. Com certeza eu vou buscar o livro para ler.

Contamos com a presença de Britt Robinson, Ellie Reed e Dean Norris (Hank Schrader da série Breaking Bad). As duas atrizes principais são carismáticas, engraçadas e atuaram muito bem.

O criador da série é Kay Cannon, que já trabalhou nos filmes A Escolha Perfeita (2012), A Escolha Perfeita 2 (2015) e em séries como 30 Rock(2007-2012) e New Girl (2012-2014). Como curiosidade temos a atriz Charlize Theron como uma das Produtoras Executivas.

Resumindo, a série é boa, leve, divertida e inspiradora. Vale a pena sentar no sofá para ver numa tacada só.

Nota:

Desejo a todos uma boa série e muita pipoca!!!!!!

 

 

13 Reasons Why!!!!

13 Reasons Why (2017- ) conta a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma adolescente que cometeu suicídio, no entanto, ela deixou sete fitas K-7 que contam o porquê de sua morte. Clay Jensen (Dylan Minnette) é o próximo da lista a receber essas fitas, mas será que ele foi o culpado da morte de Hannah?

Essa é a série que está ganhando destaque no momento e então resolvi fazer as minhas considerações sobre ela. Existem dois aspectos que precisam ser analisados aqui: a série como um todo e o ponto de vista da mensagem que ela quer passar.

No geral a série é extremamente arrastada (o que deve ser proposital) e o principal fator de atração é a curiosidade que o telespectador possui. Você irá assistir um episódio atrás do outro porque você quer saber o que a Hannah Baker disse em todas as fitas. No entanto, o personagem Clay Jensen não tem toda essa pressa para escutar as fitas de uma vez só, porque é muito doloroso para ele ouvir a voz dela e a cada minuto ele se martiriza para saber quem causou a sua morte. Essa demora do Clay me causou uma agonia muito grande, porque é lento e revoltante . A história vai e volta no tempo, o que pode gerar certa confusão, mas existem dois marcadores significativos, que é o machucado na testa do Clay (que é recente) e o jogo de luzes, pois no passado as cores eram mais quentes (alaranjadas), no entanto, depois da morte de Hannah as cores ficaram mais frias (cinza). As cenas são bem feitas, bem dirigidas, a trilha sonora é boa e os atores fizeram um trabalho incrível.

Agora vou falar do ponto de vista da mensagem que a série quer passar. Ela mostra outro aspecto da consequência do Bullying, a morte imediata de uma menina que vem sofrendo o ataque. Antigamente a mídia se focava no menino como vítima e ele externalizando esse sofrimento por meio da violência contra seus agressores. Entretanto, a série busca retratar aquelas lágrimas que são derramadas em casa e o grito abafado no peito da pessoa que internaliza esse sofrimento, isto é, talvez essa seja a reação mais comum dos adolescentes e até dos adultos que sofrem esse tipo de agressão. Então eu acredito na necessidade dessa série dentro da sociedade, porque ela busca romper a parede que existe entre a dor e a ajuda. Talvez ela seja um motivo muito bom para você se conectar com seu filho adolescente, talvez ela mostre que tudo que você faz e fala possui uma consequência na vida do outro ou simplesmente ela faça você relembrar que tudo que você passou durante a adolescência ainda está marcado dentro do seu peito. Pedir ajuda é algo difícil demais, mas é importante fazer isso antes que você sofra as consequências do seu silêncio.

Contamos com a presença de Josh Hamilton, Derek Luke, Kate Walsh, Steven Weber e Brian d’Arcy James. No entanto, quem teve grande destaque foram os protagonistas Katherine Langford e Dylan Minnette.

O criador da série foi Brian Yorkey e o escritor do livro homônimo foi Jay Asher. Como curiosidade a cantora Selena Gomez foi uma das produtoras executivas e ela aparece na entrevista que tem após o término da série.

Resumindo, eu espero que você tenha lido tudo que eu escrevi antes de ver apenas esse simples pedacinho. A série é arrastada e pesada de uma maneira geral, mas particularmente necessária do ponto de vista psicológico e social.

Nota: 

Desejo a todos uma boa série e muita pipoca!!!!

Obs: Se você quer escutar algumas músicas da série entre na playlist do Náufragos de Sofá no Spotify (coluna ao lado)! Lá você vai encontrar a trilha sonora de várias séries e filmes! 

 

American Crime Story!!!!

American Crime Story (2016-  ) conta a história do julgamento de O. J. Simpson, acusado pelo homicídio de Nicole Simpson (Ex- Esposa de O.J.) e Ronald Goldman.

A única coisa que eu tenho a dizer é que essa série é incrível e que vale a pena cada hora sentada no sofá. Quando esse crime abalou os Estados Unidos eu era muito pequena para saber o que estava de fato acontecendo. Durante a Faculdade de Direito, você não vai ver casos assim sendo analisados, pois o Brasil segue uma linha jurídica diferente dos Estados Unidos. Então, eu nunca tive curiosidade de sentar e estudar o caso. O que me fez de fato pegar essa série para assistir é que eu descobri o canal Investigação Discovery (ID), que possui casos muito interessantes, o que me deu margem para buscar outros programas sobre investigação.

American Crime Story é extremamente bem feito, rico em detalhes e fiel aos fatos. Possui ainda uma trilha sonora condizente com o período histórico em que ocorreu o crime, ou seja, meados da década de 90. E você consegue ver em larga escala, não só a repercussão dos homicídios em si, mas como esse julgamento abalou todos os envolvidos, da promotoria ao magistrado. Todos foram expostos a mídia, levando a questões raciais e de gênero, que abalaram todos os americanos que acompanharam o caso.

Contamos com a presença de atores incríveis como Cuba Gooding Jr, Sarah Paulson, John Travolta, Courtney B. Vance, Sterling K. Brown, Selma Blair, Kenneth Choi, Connie Britton, Christian Clemenson, Bruce Greenwood,  Nathan Lane, David Schwimmer e Evan Handler.

A série foi dirigida por Ryan Murphy (Criador de American Horror Story (2011- ), Glee (2009-2015), Scream Queens (2015- ) e Nip/Tuck (2003-2010)), Anthony Hemingway e John Singleton.  Os episódios contaram com a presença de diversos criadores, entre eles estão Jeffrey Toobin, Scott Alexander e Larry Karaszewski. Toobin escreveu “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson“, livro que deu origem a série. Enquanto Alexander e Karaszewski já trabalharam juntos em três bons longas: Grandes Olhos (2014), 1408 (2007) e O Povo Contra Larry Flint (1996).

Como curiosidade, tudo indica que esse ano sairá a 2ª Temporada de American Crime Story, que contará a história do Furacão Katrina e a 3ª Temporada, que só sairá em 2018 será sobre o assassinato de Gianni Versace.

Resumindo, depois de tudo que eu disse sobre a série, você não pode mais ter qualquer dúvida sobre a sua grandiosidade, corra para assistí-la e veja com seus próprios olhos como ela é incrível!!!!!

Nota:

Desejo a todos uma série incrível e muita pipoca!

Santa Clarita Diet!

Santa Clarita Diet (2017- ) conta a história de Sheila Hammond (Drew Berrymore), que inexplicavelmente acaba se transformando em uma morta-viva. Sendo assim, seu marido Joel (Timothy Olyphant) e sua filha Abby (Liv Hewson) tentam ajudá-la a enfrentar essa situação.

A verdade é que a série é bem fraca e apenas serve como distração. Você pode assistir se não estiver passando outra coisa melhor na televisão. A trama é diferente do que encontramos em uma série de zumbis, mas nem isso e nem os bons atores conseguem dar um sopro de vida a essa história chata. Até o final da temporada você não vai descobrir porque a protagonista se tornou uma morta-viva e não existe tempo ocioso suficiente que me faça ver outra temporada para descobrir.

A série possui bastante sangue e pedaços de corpos, no entanto, não chega a ser um Quentin Tarantino ( Que seria um produtor bem melhor!). De qualquer forma, a série pode causar certo desconforto, pois ver uma pessoa mastigando pedaços de outra pode gerar uma pequena aflição e nada mais.

Contamos com a presença de Drew Berrymore, Timothy Olyphant, Liv Hewson e Richard T. Jones. No entanto, apenas Liv Hewson me surpreendeu positivamente, pois ela parece uma mistura de Emma Stone e Jane Levy, tanto pela beleza como pela interpretação. Espero ver outros trabalhos de Hewson.

O criador é Victor Fresco, que já produziu séries como My Name is Earl (2005-2009) e Man Up (2011-2012).

Resumindo, a série é bem fraca, mas vale a pena como distração.

Nota:

Desejo a todos um outra série e muita pipoca!

 

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