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The Crown!

The Crown (2016-) conta a história da ascensão da Rainha Elizabeth II após a morte de seu pai Jorge VI na década de 50.

Eu estava bem animada com essa série nova da Netflix e ela não decepciona. Confesso que cheguei a ler uma crítica que dizia que The Crown seria uma mistura da sofisticação de Downton Abbey com a politicagem de House of Cards. Olha, vou ser bem honesta com vocês, eu não achei que tenha nenhuma característica das duas séries mencionas, porque The Crown visa desmistificar a Rainha Elizabeth que conhecemos, mostrando a jovem mulher por trás da realeza, com suas dificuldades e questões internas. Portanto, as três séries mencionadas são bem distintas.

O elenco escolhido é simplesmente incrível, pois temos Claire Foy, Matt Smith(Doctor Who da série Doctor Who, 2010-2014), Vanessa Kirby, John Lithgow (Dr. Dick Solomon da série 3rd Rock From The Sun 1996-2001), Jared Harris (Professor James Moriarty de Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras, 2011) e Harriet Walter.

O criador da série é Peter Morgan, que também foi o roteirista do filme A Rainha (2006).

Resumindo, a série é boa e vale a pena assistir. Nós reduzimos a Rainha Elizabeth como aquela monarca que não tinha simpatia pela Princesa Diana, mas a série humaniza muito mais essa personagem histórica, mostrando uma mulher mais complexa e profunda do que imaginávamos.

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Desejo a todos uma boa série e muita pipoca!!!!

Obs: Aqui vai uma dica, se você tiver interesse de saber mais sobre o Rei Jorge VI, você pode assistir ao longa O Discurso do Rei (2010) com Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.

Selma: Uma Luta pela Igualdade

Selma conta a história de um capítulo da vida de Martin Luther King Jr, quando ele tenta ajudar a Cidade de Selma, no Alabama. Embora os negros já tivessem o direito de votar, muitas cidades ainda impediam, de formas ardilosas, que eles conseguissem se registrar como eleitor. Essa luta de King não ocorreu apenas para que os negros de Selma pudessem votar, mas para usar aquela pequena cidade como exemplo para todo os Estados Unidos, pois se você possui direitos, eles devem ser exigidos e se você não os possui, eles devem ser conquistados.

Eu esperava um bom filme, nada demais, já que no Oscar ele chegou a concorrer como melhor filme, no entanto, apenas ganhou por melhor canção original, por causa da música Glory (que só toca no final do longa). Sinceramente, o que eu senti após ver o filme é que o Academy Awards escondeu dos holofotes toda a magnitude e força que esse longa possui. Ele é comovente e emocionante. Aquele que nasce agora, perde toda a luta e o sofrimento que os negros um dia passaram para conseguir a igualdade. A dor, o sofrimento, a segregação, sempre foram obstáculos enormes, que os negros conseguiram superar. Homens como Martin Luther King Jr tiveram seus nomes gravados na história americana por serem grandes homens que lutaram por aquilo que eles de fato acreditavam.

O longa é forte e agressivo. Ao ver o filme eu senti uma dor muito grande no coração, assim como senti em 12 Anos de Escravidão. Não tem como ver algo baseado em fatos reais, ver todo esse sofrimento e não se indignar. O século passado ainda está fresco demais para conflitos assim serem esquecidos. O longa toca fundo na sua alma e faz você pensar como existiram e ainda existem pessoas tão cruéis no mundo, a ponto de anular outra pessoa apenas pela cor da sua pele.

A atuação do ator britânico David Oyelowo, que fez o papel de King foi estupenda, honestamente, não sei como ele nem chegou a concorrer pelo Oscar de Melhor Ator. Ele atuou em filmes que eu nem fazia ideia, como Interestelar (veja o post “Um mundo Novinho em Folha“), O Mordomo da Casa Branca, Jack Reacher, Planeta dos Macacos: A Origem, entre tantos outros. Parece que ele sempre esteve nas telas, mas que apenas agora teve a chance de mostrar toda a sua capacidade e talento como ator.

O longa ainda conta com a presença de Tom Wilkinson, Giovanni Ribisi, Common, Cuba Gooding Jr, Oprah Winfrey, Tim Roth, entre tantos outros atores, que acrescentaram ainda mais sabor ao filme Selma.

Um dos fatos mais surpreendentes foi saber que foi uma mulher que dirigiu o filme, Ava DuVernay. Infelizmente, ainda não vemos muitas mulheres dirigindo, Ava ainda não tem um repertório de filmes muito vasto, mas tenho certeza que se ela continuar dirigindo dessa forma, não há nada que a segure. Sim, eu acho que o nome dela tinha que estar na lista do Oscar, mas, sinceramente, um prêmio não deveria ter o poder de medir a magnitude e o sucesso de alguém.

Filme recomendadíssimo!

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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