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MÃE!

Mãe (Mother, 2017) conta a história de um casal, que mora em um lugar isolado e acaba tendo a vida atormentada por uma série de visitantes indesejados.

Acabei de ver o filme com o meu marido e eu tenho certeza que ele vai pensar duas vezes antes de aceitar ir ao cinema comigo novamente. Ele simplesmente odiou o longa e todos os anos perdidos em uma única sessão. Entretanto, eu diria que o longa fica em um limbo, porque é difícil de ser classificado. Ele parece um daqueles filmes que você acaba vendo em uma Mostra de Cinema. Eu senti falta de uma caneca de café e um debate com o diretor.

Esse filme lembra muito Melancolia(2011) do Lars von Trier, A Árvore da Vida (2011) do Terrence Malick e Fonte da Vida (2006) do próprio Darren Aronofsky. Todos eles são bem loucos e levam a questionamentos existenciais sobre o seu papel no sofá enquanto você poderia estar fazendo outra coisa mais produtiva. Eu não acho que são filmes ruins ou direcionados a um público seleto. Eu apenas acho que são longas diferentes daquilo que estamos acostumados a assistir e é essa diferença que traz certa graça e beleza.

Mãe é um daqueles longas que você vai procurar na internet para tentar achar a interpretação do que de fato o roteiro quis dizer, como Donnie Darko (2001) do Richard Kelly e O Iluminado (1980) do Stanley Kubrick. Ele é cheio de simbolismos e metáforas, mas eu não vou discutir aqui as teorias e interpretações, porque eu considero isso spoiler, no entanto, se você quiser saber mais pode acessar o site Omelete para ler sobre isso.

O filme conta com a presença de Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e  Domhnall Gleeson. Eu diria que gostei bastante do trabalho de todos os atores e certos aspectos do filme me surpreenderam como o fato de ele não ter uma trilha sonora, o que deu ênfase a cada pequeno ruído produzido durante as cenas. Esse silêncio extremo da falta de música e o fato de todas as cenas serem feitas dentro da casa trouxe uma sensação de inquietação e claustrofobia.

O diretor e roteirista do longa é Darren Aronofsky. Ele também foi o diretor de Fonte da Vida (2006)Cisne Negro (2010) e Noé (2014).

Resumindo, não vá ao cinema ver esse filme se você quiser ir para se distrair! No entanto, eu o indicaria do ponto de vista cinematográfico, pois a forma como ele foi feito e a interpretação dada ao roteiro são bem interessantes.

Nota:

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

IT: A Coisa!!!!

IT: A Coisa (IT, 2017) conta a história de um grupo de jovens que resolvem se juntar para buscar o causador de todas as mortes que estão ocorrendo na cidade de Derry.

Eu não vi o primeiro filme de 1990 e nem li o livro. Quando eu soube que iria sair esse remake, eu decidi que iria ler o livro, então eu comprei o e-book, coloquei no meu velho kindle e pensei “agora vai”, só que não foi. Eu adoro os filmes que são inspirados nas obras do Stephen King, mas tenho um certo bloqueio na hora de ler seus livros. Conheço pessoas que são super fãs dos livros do King, mas o único que eu consegui ler foi o chamado Sobre a Escrita, em que ele conta sobre sua vida, como ele se inspirou para escrever e dando conselho para novos escritores. Vale muito a pena ler se você pensa em ser escritor.

Já explanei demais sobre nada, então deixa eu falar sobre o longa. Então, o único jeito de sentir medo desse filme é se você tiver Coulrofobia, ou seja, fobia de palhaços. Se você não tem esse medo no seu coração, então o filme passará longe de ser assustador. Eu achei o longa bom, nostálgico, divertido e tão leve que não vi as mais de duas horas passarem. Ele lembra aquele filme de sessão da tarde Conta Comigo (1986) baseado em um conto chamado The Body do Stephen King. E lembra bastante a série Stranger Things (2016-), que com certeza deve ter sido baseado nas obras do escritor em questão. Aliás, estreiou a série O Nevoeiro no netflix, eu achei o primeiro episódio chato, mas achei o filme legalzinho.

O longa conta com a presença de Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard (da Série Stranger Things), Chosen Jacobs, Jack Dylan Oleff e Bill Skarsgård (da série Hemlock Grove). Todos os atores fizeram um trabalho incrível, principalmente Skarsgård, que está irreconhecível como o palhaço Pennywise. Aliás, como curiosidade, como mostra a foto abaixo, o olho direito do ator está olhando para a criança e o esquerdo para o telespectador. Então, esse olhar seria feito com o auxílio da computação gráfica, mas o ator provou no set que sabia fazer isso sozinho, assim como o grande e torto sorriso. Outra curiosidade é que ele é filho de Stellan Skarsgård, que já fez trocentos filmes e hoje em dia está na série River (2015-).

O diretor do longa é Andy Muschietti, que já dirigiu o filme Mama (2013). Como roteiristas temos Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman e o próprio Stephen King. Com certeza teremos o IT: Chapter Two, mas ainda não existe previsão para sair.

Resumindo, vale a pena ir ao cinema para assistir esse filme. Como eu já disse, ele é bom e eu diria que é o tipo de filme que traz uma positividade e uma força que você não encontra mais nos longas. Ele relembra aqueles filmes nostálgicos da nossa juventude, que possuem uma lição de moral e que com certeza fazem falta para os jovens de hoje. Então, não tenha medo, o filme é bom!

Nota:

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

 

Garotas Inocentes!!!!

Garotas Inocentes (Very Good Girls, 2013) conta a história de  Lilly (Dakota Fanning) e Gerri (Elizabeth Olsen), duas amigas que resolvem fazer uma pacto de perderem a virgindade durante o verão. No entanto, elas acabam se apaixonando por David (Boyd Holbrook). Será que isso irá abalar a amizade das duas?

Vou ser honesta com vocês, eu já não tenho muito paciência para esse tipo de filme adolescente e água com açúcar, mas eu confesso que esse me surpreendeu. É um longa com um bom elenco e uma história envolvente. Pode ser que você não goste desse tipo de tema, mas com certeza vale a pena dar uma chance. Eu confesso que os olhos marejaram em algumas cenas, mas tentei ser forte.

Contamos com a presença de um time muito bom: Dakota Fanning, Elizabeth Olsen (Vingadores: Era de Ultron), Demi Moore, Richard Dreyfuss, Boyd Holbrook (Narcos, Logan), Ellen Barkin, Clark Gregg (Os Vingadores) e Peter Sarsgaard.

A diretora e roteirista do longa é Naomi Foner. Garotas Inocentes foi seu primeiro trabalho como diretora, pois a maioria da sua atuação foi como roteirista e produtora.

Resumindo, esse é um filme bom e emocionante. Eu gostei bastante e com certeza vale a pena dar uma conferida.

Nota:

 

13 Reasons Why!!!!

13 Reasons Why (2017- ) conta a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma adolescente que cometeu suicídio, no entanto, ela deixou sete fitas K-7 que contam o porquê de sua morte. Clay Jensen (Dylan Minnette) é o próximo da lista a receber essas fitas, mas será que ele foi o culpado da morte de Hannah?

Essa é a série que está ganhando destaque no momento e então resolvi fazer as minhas considerações sobre ela. Existem dois aspectos que precisam ser analisados aqui: a série como um todo e o ponto de vista da mensagem que ela quer passar.

No geral a série é extremamente arrastada (o que deve ser proposital) e o principal fator de atração é a curiosidade que o telespectador possui. Você irá assistir um episódio atrás do outro porque você quer saber o que a Hannah Baker disse em todas as fitas. No entanto, o personagem Clay Jensen não tem toda essa pressa para escutar as fitas de uma vez só, porque é muito doloroso para ele ouvir a voz dela e a cada minuto ele se martiriza para saber quem causou a sua morte. Essa demora do Clay me causou uma agonia muito grande, porque é lento e revoltante . A história vai e volta no tempo, o que pode gerar certa confusão, mas existem dois marcadores significativos, que é o machucado na testa do Clay (que é recente) e o jogo de luzes, pois no passado as cores eram mais quentes (alaranjadas), no entanto, depois da morte de Hannah as cores ficaram mais frias (cinza). As cenas são bem feitas, bem dirigidas, a trilha sonora é boa e os atores fizeram um trabalho incrível.

Agora vou falar do ponto de vista da mensagem que a série quer passar. Ela mostra outro aspecto da consequência do Bullying, a morte imediata de uma menina que vem sofrendo o ataque. Antigamente a mídia se focava no menino como vítima e ele externalizando esse sofrimento por meio da violência contra seus agressores. Entretanto, a série busca retratar aquelas lágrimas que são derramadas em casa e o grito abafado no peito da pessoa que internaliza esse sofrimento, isto é, talvez essa seja a reação mais comum dos adolescentes e até dos adultos que sofrem esse tipo de agressão. Então eu acredito na necessidade dessa série dentro da sociedade, porque ela busca romper a parede que existe entre a dor e a ajuda. Talvez ela seja um motivo muito bom para você se conectar com seu filho adolescente, talvez ela mostre que tudo que você faz e fala possui uma consequência na vida do outro ou simplesmente ela faça você relembrar que tudo que você passou durante a adolescência ainda está marcado dentro do seu peito. Pedir ajuda é algo difícil demais, mas é importante fazer isso antes que você sofra as consequências do seu silêncio.

Contamos com a presença de Josh Hamilton, Derek Luke, Kate Walsh, Steven Weber e Brian d’Arcy James. No entanto, quem teve grande destaque foram os protagonistas Katherine Langford e Dylan Minnette.

O criador da série foi Brian Yorkey e o escritor do livro homônimo foi Jay Asher. Como curiosidade a cantora Selena Gomez foi uma das produtoras executivas e ela aparece na entrevista que tem após o término da série.

Resumindo, eu espero que você tenha lido tudo que eu escrevi antes de ver apenas esse simples pedacinho. A série é arrastada e pesada de uma maneira geral, mas particularmente necessária do ponto de vista psicológico e social.

Nota: 

Desejo a todos uma boa série e muita pipoca!!!!

Obs: Se você quer escutar algumas músicas da série entre na playlist do Náufragos de Sofá no Spotify (coluna ao lado)! Lá você vai encontrar a trilha sonora de várias séries e filmes! 

 

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