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Jogo Perigoso e 1922!!!!

Resolvi colocar esses dois filmes juntos porque eles possuem algo em comum, nesse caso é o fato de ambos serem baseados em obras do Stephen King.

Jogo Perigoso (Gerald’s Game, 2017) conta a história de um casal que tenta recuperar o casamento indo passar um tempo em uma casa de campo. Só que o marido resolve apimentar mais a situação algemando a esposa na cama, no entanto, nada disso dá certo e no meio da discussão ele tem um ataque cardíaco. Agora ela precisa pensar em como vai se soltar, pois não existe ninguém que possa ajudá-la.

1922 (2017) conta a história de uma família que vai morar numa zona rural, pois a mulher recebeu o terreno como herança. Entretanto, ela quer vender a terra para voltar a morar na cidade. Depois de tanta insistência, o marido resolve jogar o filho adolescente contra a mãe e os dois arquitetam um plano para matá-la, já que essa seria a única solução para os dois continuarem com a terra.

Como eu já disse no post de It: A Coisa, eu não gosto tanto de ler os livros do Stephen King, mas eu aprecio os filmes baseados nas obras dele. Eu tenho uma grande admiração por esse escritor, pois eu gostaria de fazer tanto sucesso quanto ele faz. Você não tem ideia de quantos filmes e séries foram baseados em seus livros, é uma quantidade absurda.

Jogo Perigoso e 1922 são longas bons e os dois convergem numa mesma vertente psicológica. Todos os dois são pontuados por eventos grandes e dramáticos, que acabam levando a uma situação de estresse e paranóia tão grande que nem você e nem o protagonista conseguem distinguir o real do imaginário. E isso é muito bom, porque o medo vive no consciente da pessoa e Stephen King sabe cutucar esse medo com primazia. Eu não diria que estes filmes em questão seriam assustadores, mas com certeza mexem com sua mente e levam a certos questionamentos.

O primeiro longa conta com a presença de Carla Gugino, Bruce Greenwood e Carel Struycken. O segundo longa conta com a presença de Thomas Jane, Molly Parker, Dylan Schmid, Kaitlyn Bernard, Neal McDonough e Brian d’Arcy James. Eu diria que todos fizeram um bom trabalho, mas a atuação de Thomas Jane foi excelente, sendo difícil dizer que ele é o mesmo ator que fez a série Hung e o filme O Nevoeiro.

Jogo Perigoso teve Mike Flanagan como diretor e roteirista, enquanto o longa 1922 teve Zak Hilditch.

Resumindo, eu diria que os dois filmes são bons e que valem a pena serem assistidos. A Netflix tem arrasado em suas produções!

Nota:

Desejo a todos bons filmes e muita pipoca!!!!

 

Aquarius!

Aquarius (2016) conta a história de Clara (Sônia Braga), uma senhora de 65 anos, que não quer vender seu apartamento a uma construtora.

Eu já tinha visto esse filme há algum tempo e estava com muita vontade de escrever sobre ele. Eu confesso que não vejo muitos filmes brasileiros, porque normalmente o tema não me atrai, só que esse despertou meu interesse. O longa possui uma trilha sonora muito boa, as cenas passam uma serenidade e uma leveza muito grande. A maioria das películas brasileiras ficam concentradas em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, mas aqui a história se passa em Recife, o que eu achei um diferencial bem bacana.

Clara é uma mulher que já passou por muita coisa na vida, ela é uma jornalista aposentada, viúva, que sobreviveu a um câncer e ainda possui três filhos. Ela chegou em uma fase que todos nós gostaríamos de chegar, pois dinheiro não é um problema e todos os filhos já estão criados, o que mais ela pode querer da vida? Ela quer permanecer  naquele apartamento durante sua velhice, porque nenhum outro local possui a história e o sentimento que aquele lugar trouxe e ainda traz a ela. Até o ar flui agradavelmente pelo ambiente, trazendo um frescor inimaginável e cada objeto possui sua própria nostalgia impressa. Ela não precisa morar ali, mas é ali que ela quer viver!

Sabe o que é engraçado? Esse filme recebeu muitas críticas, mas não pela arte em si e sim pela filiação partidária de quem produziu. Eu acredito que independente da pessoa por traz das câmeras é inegável que essa é uma bela obra.

Contamos com a presença de Sônia Braga, Irandhir Santos, Maeve Jinkings, Humberto Carrão, Carla Ribas, Buda Lira e Fernando Teixeira. Embora todos tenham feito um excelente trabalho, Sônia Braga é a grande musa do longa, tendo toda a atenção em torno da atuação dela, que é simplesmente incrível. Ela mostra que a sensualidade e a sexualidade independem da idade.

O diretor e roteirista do longa é Kleber Mendonça Filho.

Resumindo, esse filme é uma bela obra, que traz um frescor muito grande, como se também fizéssemos parte daquele apartamento. Vale a pena assistir.

Nota:

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

MÃE!

Mãe (Mother, 2017) conta a história de um casal, que mora em um lugar isolado e acaba tendo a vida atormentada por uma série de visitantes indesejados.

Acabei de ver o filme com o meu marido e eu tenho certeza que ele vai pensar duas vezes antes de aceitar ir ao cinema comigo novamente. Ele simplesmente odiou o longa e todos os anos perdidos em uma única sessão. Entretanto, eu diria que o longa fica em um limbo, porque é difícil de ser classificado. Ele parece um daqueles filmes que você acaba vendo em uma Mostra de Cinema. Eu senti falta de uma caneca de café e um debate com o diretor.

Esse filme lembra muito Melancolia(2011) do Lars von Trier, A Árvore da Vida (2011) do Terrence Malick e Fonte da Vida (2006) do próprio Darren Aronofsky. Todos eles são bem loucos e levam a questionamentos existenciais sobre o seu papel no sofá enquanto você poderia estar fazendo outra coisa mais produtiva. Eu não acho que são filmes ruins ou direcionados a um público seleto. Eu apenas acho que são longas diferentes daquilo que estamos acostumados a assistir e é essa diferença que traz certa graça e beleza.

Mãe é um daqueles longas que você vai procurar na internet para tentar achar a interpretação do que de fato o roteiro quis dizer, como Donnie Darko (2001) do Richard Kelly e O Iluminado (1980) do Stanley Kubrick. Ele é cheio de simbolismos e metáforas, mas eu não vou discutir aqui as teorias e interpretações, porque eu considero isso spoiler, no entanto, se você quiser saber mais pode acessar o site Omelete para ler sobre isso.

O filme conta com a presença de Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michelle Pfeiffer e  Domhnall Gleeson. Eu diria que gostei bastante do trabalho de todos os atores e certos aspectos do filme me surpreenderam como o fato de ele não ter uma trilha sonora, o que deu ênfase a cada pequeno ruído produzido durante as cenas. Esse silêncio extremo da falta de música e o fato de todas as cenas serem feitas dentro da casa trouxe uma sensação de inquietação e claustrofobia.

O diretor e roteirista do longa é Darren Aronofsky. Ele também foi o diretor de Fonte da Vida (2006)Cisne Negro (2010) e Noé (2014).

Resumindo, não vá ao cinema ver esse filme se você quiser ir para se distrair! No entanto, eu o indicaria do ponto de vista cinematográfico, pois a forma como ele foi feito e a interpretação dada ao roteiro são bem interessantes.

Nota:

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

IT: A Coisa!!!!

IT: A Coisa (IT, 2017) conta a história de um grupo de jovens que resolvem se juntar para buscar o causador de todas as mortes que estão ocorrendo na cidade de Derry.

Eu não vi o primeiro filme de 1990 e nem li o livro. Quando eu soube que iria sair esse remake, eu decidi que iria ler o livro, então eu comprei o e-book, coloquei no meu velho kindle e pensei “agora vai”, só que não foi. Eu adoro os filmes que são inspirados nas obras do Stephen King, mas tenho um certo bloqueio na hora de ler seus livros. Conheço pessoas que são super fãs dos livros do King, mas o único que eu consegui ler foi o chamado Sobre a Escrita, em que ele conta sobre sua vida, como ele se inspirou para escrever e dando conselho para novos escritores. Vale muito a pena ler se você pensa em ser escritor.

Já explanei demais sobre nada, então deixa eu falar sobre o longa. Então, o único jeito de sentir medo desse filme é se você tiver Coulrofobia, ou seja, fobia de palhaços. Se você não tem esse medo no seu coração, então o filme passará longe de ser assustador. Eu achei o longa bom, nostálgico, divertido e tão leve que não vi as mais de duas horas passarem. Ele lembra aquele filme de sessão da tarde Conta Comigo (1986) baseado em um conto chamado The Body do Stephen King. E lembra bastante a série Stranger Things (2016-), que com certeza deve ter sido baseado nas obras do escritor em questão. Aliás, estreiou a série O Nevoeiro no netflix, eu achei o primeiro episódio chato, mas achei o filme legalzinho.

O longa conta com a presença de Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard (da Série Stranger Things), Chosen Jacobs, Jack Dylan Oleff e Bill Skarsgård (da série Hemlock Grove). Todos os atores fizeram um trabalho incrível, principalmente Skarsgård, que está irreconhecível como o palhaço Pennywise. Aliás, como curiosidade, como mostra a foto abaixo, o olho direito do ator está olhando para a criança e o esquerdo para o telespectador. Então, esse olhar seria feito com o auxílio da computação gráfica, mas o ator provou no set que sabia fazer isso sozinho, assim como o grande e torto sorriso. Outra curiosidade é que ele é filho de Stellan Skarsgård, que já fez trocentos filmes e hoje em dia está na série River (2015-).

O diretor do longa é Andy Muschietti, que já dirigiu o filme Mama (2013). Como roteiristas temos Chase Palmer, Cary Fukunaga, Gary Dauberman e o próprio Stephen King. Com certeza teremos o IT: Chapter Two, mas ainda não existe previsão para sair.

Resumindo, vale a pena ir ao cinema para assistir esse filme. Como eu já disse, ele é bom e eu diria que é o tipo de filme que traz uma positividade e uma força que você não encontra mais nos longas. Ele relembra aqueles filmes nostálgicos da nossa juventude, que possuem uma lição de moral e que com certeza fazem falta para os jovens de hoje. Então, não tenha medo, o filme é bom!

Nota:

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

 

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