Arquivo para Biografia

O Regresso!!!!

O Regresso (The Revenant, 2015) conta a história de Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), que em pleno século XIX, tenta se sustentar caçando e vendendo peles de animais. Entretanto, ele acaba sendo atacado por um urso. Completamente dilacerado e incapacitado de se mexer, ele é deixado aos cuidados de seu amigo John Fitzgerald (Tom Hardy), que além de o abandonar, ainda arranca de Glass tudo que ele tinha de mais valioso. A única coisa que ele quer agora é conseguir sobreviver para se vingar de Fitzgerald.

O longa traz uma ação e uma inquietação pulsante, deixando você transtornado na poltrona. As cenas de ação são bem conduzidas e impressionantes na telona do cinema. A fotografia é estonteante. Entretanto, no geral, podemos perceber com nitidez que o filme é baseado em fatos reais, porque ele é empolgante, mas os fatos limitam o desenrolar da história, porque em algumas situações você pensa ” Essa cena poderia ter sido feito de outra forma”, mas ai você se lembra que tanto os roteiristas quanto o diretor devem se atrelar ao que realmente aconteceu.

Sobre os atores, eu tenho algumas considerações. Vou ser totalmente sincera com vocês, eu gostei da atuação do ator Leonardo DiCaprio no longa, no entanto, não acho que tenha sido espetacularmente incrível a ponto de gerar um Oscar. Eu estou falando isso porque vejo uma comoção muito grande para que ele ganhe a estatueta de melhor ator. É claro que eu gostaria que ele ganhasse, mas gostaria que isso tivesse acontecido pelo filme certo como por Lobo de Wall Street ou O Aviador. Sabe quem eu acho que se destacou bastante no Regresso? Particularmente, eu acho que foi o ator Tom Hardy. Embora ele seja um mero ator coadjuvante nessa película, ele teve uma atuação impecável, em que o personagem se entrelaça com o ator de tal forma que Hardy não existia mais, apenas Fitzgerald.

O diretor do longa é Alejandro González Iñárritu, que também já dirigiu Birdman, BabelBiutiful. Como roteiristas temos Mark L. Smith, Michael Punke e o próprio Iñárritu. Vale ressaltar, que o filme é baseado no livro The Revenant: A Novel of Revenge, escrito por Michael Punke.

Resumindo, o filme é bom, vale a pena ir ao cinema assistir esse longa. É uma boa pedida se você gosta de filmes biográficos com muita aventura.

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Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

 

Joy: O Nome do Sucesso!!!!

Joy: O Nome do Sucesso (Joy,2015) conta a história de Joy Mangano (Jennifer Lawrence), que tenta a todo custo lutar contra as adversidades da vida para colocar no mercado um de seus inventos.

Vou ser sincera com vocês, eu fui ver esse filme porque ele estava concorrendo ao Oscar 2016, só que eu não sabia nada sobre o tema, apenas que era com a Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro. A primeira coisa que passou pela minha mente foi a mesma que deve ter passado pela cabeça de muita gente: Lawrence e Cooper de novo???? O que gerou certa dúvida de que o filme seria bom, porque, honestamente, eu achei o filme O Lado Bom da Vida (2012) fraco o suficiente para um Oscar e o longa Trapaça (2013) confuso e cansativo o suficiente para ser nomeado a algum prêmio. Eu acho que não existe um momento certo para alguém ganhar um Oscar e também não acho que esse prêmio determine alguma coisa, mas Lawrence, a meu ver, não deveria ter ganho qualquer estatueta pelo O Lado Bom da Vida, no entanto, talvez ela mereça pelo longa Joy.

O longa Joy traz uma atriz mais amadurecida, que consegue ultrapassar os laços da simples beleza, para a de uma atriz com talento. Ela conseguiu brilhar mesmo estando ao lado de grandes nomes como Robert De Niro e Isabella Rosselline. O filme é muito inspirador e consegue trazer toques de humor e drama, sem se tornar chato ou carregado, ou seja, tanto o roteiro como a direção seguiram a receita do bolo direitinho, sem faltar nenhum ingrediente. O que me impressionou é que o filme é baseado em fatos reais, o que normalmente já limita bastante a história em si, no entanto, Joy consegue trazer aquele sentimento gostoso que às vezes só em filmes de ficção é possível.

Além dos atores já mencionados, ainda contamos com a presença da atriz Dascha Polanco, nossa querida Dyanara Dias da série Orange is The New Black. (Ela está bem mais magra no filme!)

O diretor do longa é David O. Russel, que além dos dois filmes mencionados no segundo parágrafo, ele ainda dirigiu Três Reis (1999) e O Vencedor (2010). Como roteiristas temos de novo David O. Russel, mas a novidade é a participação de Annie Mumolo. Esta última também foi roteirista do filme Missão Madrinha de Casamento (2011), que no fundo eu achei divertido. (É engraçado porque é aquela sensação de ir ao mesmo restaurante, provar o mesmo prato que não agradou muito da outra vez e perguntar o que o chefe mudou, porque ficou muito bom. E descobrir que a Sous Chef Annie Mumolo deu um toque todo novo ao prato. É essa sensação que eu tenho com Joy, ele é um prato do mesmo Chef, mas que está com um toque novo e mais saboroso).

Resumindo, eu gostei do filme, ele é muito bom e inspirador, vale a pena sair de casa ou do trabalho direito para o cinema.

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Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

A Dama Dourada!!!!

A Dama Dourada (Woman in Gold, 2015) conta a história de Maria Altmann (Helen Mirren), uma senhora que quer recuperar o quadro com o retrato de sua tia, que foi saqueado durante a Segunda Guerra Mundial. Maria tenta recuperá-lo do governo Austríaco com a ajuda do inexperiente advogado Randol Schoenberg (Ryan Reynolds). Será que ela vai conseguir?

Esse longa não agradou tanto a mídia pelo simples fato de ser baseado em fatos reais, porque é isso que diferencia de uma ficção. Em uma ficção existem uma margem enorme de criatividade, diferente de um filme que tem fatos reais como base, porque a margem de criação é muito pequena, não existe a possibilidade de fugir daquilo que realmente aconteceu. Por isso que os filmes biográficos se tornam menos interessantes que as ficções, principalmente quando o personagem principal não é uma figura pública.

Eu gostei do filme porque ele conseguiu me emocionar, a Maria Altmann não tem o objetivo de reaver o quadro por simples prazer e sim porque o retrato é a conexão que ela tem com sua querida tia. Então não é apenas um objeto caro e sim uma parte daquela vida que Maria tanto sente falta e que foi rompida por causa da Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, não tem como não se emocionar com as lembranças que ela tem de sua juventude, de seu casamento, de seus pais e de como isso tudo foi tirado dela em um passe de mágicas. E se fosse eu no lugar dela, como iria reagir, será que eu teria coragem de fazer o que ela fez? Nós não participamos dessa época, mas até hoje o sofrimento ainda é latente.

O elenco conta com a nossa querida Helen Mirren, que desde o filme A Rainha, conquistou um lugar especial no meu coração. Mirren é tão espontânea e natural que nem parece que está atuando, apenas vivendo. Enquanto Ryan Reynolds parece sempre atuar da mesma forma em todos os longas que trabalha. Eu gosto dele, mas o que ele tem de carisma e beleza, falta de interpretação.

O filme ainda conta com a presença de Katie Holmes, Charles Dance, Daniel Brühl, Frances Fisher, Jonathan Pryce, Elizabeth McGovern e Tatiana Maslany. Confesso que fiquei bem surpresa com a atuação de Maslany, gostei muito e estou bem interessada em ver a série que ela faz, Orphan Black.

O diretor do longa é Simon Curtis, o mesmo que dirigiu o filme Sete Dias com Marilyn (2011), que por incrível que pareça, eu ainda não tive a oportunidade de assistir.

Resumindo, o filme é bom, mas o problema é que como todo longa baseado em fatos reais, não existe uma margem de alteração, não tem como inventar em um filme assim, por isso que ele pode não parecer tão empolgante como uma ficção. Eu, particularmente, achei que vale a pena assistir.

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Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

Grandes Olhos

Grandes olhos (Big Eyes) conta a história verídica da pintora Margareth Keane (Amy Adams) e de seu marido Walter Keane (Christoph Waltz). Margareth possui um estilo próprio, original e sombrio de arte, todas as crianças em suas telas possuem grandes olhos. Em pleno anos 50, uma mulher, divorciada, com uma filha pequena,  não possuía a mesma independência que as mulheres de nosso século atual. Ao ver a oportunidade bater a sua porta, Margareth acaba se casando com Walter, que se apropria da autoria de suas obras, pois o simples fato de ser homem garantiria uma maior aceitação no mercado da arte da esposa. No entanto, Margareth se sente triste, infeliz e extremamente amargurada em não poder assumir a titularidade de seus quadros.

Margareth se vê acuada em uma situação que ela mesma criou e alimentou, fruto de sua passividade sem medidas. Até hoje nós deparamos com questões assim, a mulher não é valorizada e muitas vezes ela mesma não encontra o seu valor, não se acha digna de seguir com seus próprios sonhos. Não precisamos voltar aos anos 50, porque ainda existem mulheres que são oprimidas dentro de casa e que por isso precisam ocultar seus desejos sob os olhos do marido e até mesmo sob violência.

A sensação de impotência e de infelicidade diante da situação que Margareth se encontra, permeia todos os quadrantes do longa. Ela perdeu sua identidade e sua personalidade a partir do momento que se sujeitou as armadilhas feitas por seu marido Walter.

Christoph Waltz tem uma forma única de interpretar seus personagens, por incrível que pareça, ele acaba atuando sempre da mesma forma, no entanto, essa equação implementada fará efeito por muito tempo ainda. Ele é carismático, sedutor, envolvente e possui um porte que atrai. Seus personagens são cativantes. Adoro a atuação de Waltz, mas as vezes me pergunto se um dia esse seu jeito ficará obsoleto e sem sabor.

Amy Adams é uma das atrizes que eu possuo grande simpatia, principalmente por causa de sua comédias românticas, mas ela não acrescentou nada para esse filme que já não tenha sido visto em tantos outros filmes que ela fez. O mesmo rosto, as mesmas expressões, a tristeza no olhar e o ar frágil são características dos personagens que ela interpreta. Sua atuação foi um pouco sem sal e até me arriscaria a dizer que outras atrizes poderiam ter interpretado o papel de Margareth com mais desenvoltura.

O diretor do longa é Tim Burton, o que de certa maneira é surpreendente, pois é o primeiro filme dele que eu vejo sem aquele ar sombrio e estranho que todas as outras obras dele costumam ter. Se você não soubesse que foi Burton que fez, talvez a direção passaria desapercebida. Embora muitas pessoas não gostem do estilo único de Burton, acho que ele possui uma marca registrada em seus longas, o que de fato ele não deve deixar de lado.

O longa é simples, convencional, mas talvez o fato de ser baseado em fatos reais limite em muito a criatividade do próprio diretor, que tenta ser fiel aos detalhes que lhe são expostos. O filme é bom sim, acho que vale a pena assistir, pois possui um significante valor histórico e é interessante saber sobre a vida de Margareth Keane, uma mulher que talvez tenha nascido fora do seu tempo, o que a privou de ter maior independência sobre seus atos.

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