A Dama Dourada!!!!

A Dama Dourada (Woman in Gold, 2015) conta a história de Maria Altmann (Helen Mirren), uma senhora que quer recuperar o quadro com o retrato de sua tia, que foi saqueado durante a Segunda Guerra Mundial. Maria tenta recuperá-lo do governo Austríaco com a ajuda do inexperiente advogado Randol Schoenberg (Ryan Reynolds). Será que ela vai conseguir?

Esse longa não agradou tanto a mídia pelo simples fato de ser baseado em fatos reais, porque é isso que diferencia de uma ficção. Em uma ficção existem uma margem enorme de criatividade, diferente de um filme que tem fatos reais como base, porque a margem de criação é muito pequena, não existe a possibilidade de fugir daquilo que realmente aconteceu. Por isso que os filmes biográficos se tornam menos interessantes que as ficções, principalmente quando o personagem principal não é uma figura pública.

Eu gostei do filme porque ele conseguiu me emocionar, a Maria Altmann não tem o objetivo de reaver o quadro por simples prazer e sim porque o retrato é a conexão que ela tem com sua querida tia. Então não é apenas um objeto caro e sim uma parte daquela vida que Maria tanto sente falta e que foi rompida por causa da Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, não tem como não se emocionar com as lembranças que ela tem de sua juventude, de seu casamento, de seus pais e de como isso tudo foi tirado dela em um passe de mágicas. E se fosse eu no lugar dela, como iria reagir, será que eu teria coragem de fazer o que ela fez? Nós não participamos dessa época, mas até hoje o sofrimento ainda é latente.

O elenco conta com a nossa querida Helen Mirren, que desde o filme A Rainha, conquistou um lugar especial no meu coração. Mirren é tão espontânea e natural que nem parece que está atuando, apenas vivendo. Enquanto Ryan Reynolds parece sempre atuar da mesma forma em todos os longas que trabalha. Eu gosto dele, mas o que ele tem de carisma e beleza, falta de interpretação.

O filme ainda conta com a presença de Katie Holmes, Charles Dance, Daniel Brühl, Frances Fisher, Jonathan Pryce, Elizabeth McGovern e Tatiana Maslany. Confesso que fiquei bem surpresa com a atuação de Maslany, gostei muito e estou bem interessada em ver a série que ela faz, Orphan Black.

O diretor do longa é Simon Curtis, o mesmo que dirigiu o filme Sete Dias com Marilyn (2011), que por incrível que pareça, eu ainda não tive a oportunidade de assistir.

Resumindo, o filme é bom, mas o problema é que como todo longa baseado em fatos reais, não existe uma margem de alteração, não tem como inventar em um filme assim, por isso que ele pode não parecer tão empolgante como uma ficção. Eu, particularmente, achei que vale a pena assistir.

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Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

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