Arquivo para 25 de outubro de 2015

Que Horas Ela Volta?

Que Horas Ela Volta? (2015) conta a história de Val (Regina Casé), uma mulher que deixou sua família no nordeste para trabalhar como empregada em São Paulo, só assim ela teria condições de mandar dinheiro para sua filha Jéssica (Camila Márdila). Ocorre que, 13 anos depois, ela avisa sua mãe que está indo para São Paulo prestar vestibular para Arquitetura. A chegada de Jéssica desestabiliza a rotina na casa dos patrões de Val e isso acentua mais os limites pré estabelecidos entre patrões e empregados.

Vou ser bem sincera com vocês, quando esse filme estreou no cinema, eu não dava nada por ele, porque embora o cinema nacional tenha seu destaque na mídia, ele não é ainda da mesma imensidão e tão sedutor quanto o cinema internacional. Esse é um fato que temos que ser honestos. O cinema nacional é bom e altamente promissor, mas você escuta muitas pessoas descartando de cara os filmes brasileiros. Nós ainda nos focamos muito na indústria da comédia, porque ela tem seu lucro, mas fazer muitos filmes cômicos e com um roteiro pobre, enfraquece o cinema nacional e desestimula que muitos optem nas bilheterias pelos nossos longas. Que Horas Ela Volta? é um drama que fortalece positivamente o nosso amor pelo cinema.

Eu resolvi assistir esse filme por indicação da mãe de um amigo meu, ela falou muito bem do longa e trouxe a tona a fronteira invisível que existe entre as classes, a diferença social e a discriminação que pode existir dentro da casa de cada um de nós. Será que alguém que possui uma condição de vida diferente da nossa merece um tratamento desigual? É beirar os limites da hipocrisia falar que uma empregada que trabalha há anos dentro da sua casa, é considerada como membro da família, mas ainda possuir limites pré estabelecidos, uma alimentação diferenciada e uma inferiorização passada por gerações. É engraçado, porque vemos isso não só dentro de casa, mas até em outras relações de trabalho, porque um chefe muitas vezes não sabe a diferença entre liderar e discriminar, ele não sabe que a distância existente entre ele e um empregado não pode ser mantida na violência moral e inferiorização. Então não é só dentro de casa que podemos lidar com essas questões, no dia a dia, na rua, no trabalho, todos nós podemos ser vítimas ou mesmo causadores de situações assim. O longa quer que você reflita sobre sua vida, sobre seu comportamento perante a sociedade.

A questão é que cada um de nós temos os nossos preconceitos, mas é como lidamos com isso que faz toda a diferença. São nossas atitudes que refletem o lado positivo da sociedade e a exteriorização do melhor de nós que tem o poder de modificar o nosso ser. Somos o reflexo de uma geração, mas também somos o espelho da próxima, devemos ensinar aos nossos filhos e as pessoas que nos cercam, o verdadeiro valor humano.

Fazia algum tempo que eu não via um filme da Regina Casé, e só uma coisa me veio a mente, porque que ela não atua mais no cinema brasileiro? Vocês precisam ver a interpretação dela no longa e perceber o quão fantástica ela é como atriz. Os pequenos detalhes e os pequenos gestos provam como ela é cuidadosa na tarefa de desenvolver um personagem, que pode parecer simples, mas que alguns atores não conseguiriam fazer. Outra atriz que ganhou destaque foi Camila Márdila, porque ela conseguiu ser simples e espontânea, ou seja, ela atuou tão bem que eu não ficaria surpresa se a visse sendo escalada para mais e mais filmes. Camila promete como atriz.

Como curiosidade, a atuação de Regina Casé foi tão boa, que ela foi premiada no Festival de Filmes de Sundance 2015, na categoria de dramas no cinema mundial. Desde Eu Tu Eles que ela não ganhava um prêmio internacional.

A diretora e roteirista do longa é Anna Muylaert, que já trabalhou como roteirista nos filmes É Proibido Fumar, Xingu, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, Irmã Dulce, entre outros. Muylaert é uma excelente roteirista e mostrou todo o seu talento como diretora, realizando um trabalho incrível no longa Que Horas Ela volta?. Ela ainda trabalhou em séries como Mundo da Lua, Castelo Rá-Tim-Bum e Preamar, ou seja, ela acaba de ganhar toda a minha admiração e espero com ansiedade ver outros filmes dela na telona.

Resumindo, o filme é bom e vale muito a pena assistir, porque o longa tem como proposta te trazer para uma realidade que você tem contato no seu dia a dia. Ele quer expor a hipocrisia humana e porque certos comportamentos são repetidos por gerações sem nenhum questionamento. Qual é a diferença entre eu e a pessoa que me ajuda nas tarefas domésticas? A resposta é simples, nenhuma.

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Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!

Apocalypto!!!!

Apocalypto (2006) conta a história de Jaguar Paw (Rudy Youngblood) um homem simples, que morava em uma pequena vila junto com seu povo e sua família. No entanto, ele acaba sendo capturado, a mando dos governantes do Império Maia, para servir de sacrifício. Jaguar precisa agora tentar escapar desse infeliz destino e encontrar sua família.

Gente, hoje me deu uma vontade louca de comentar sobre esse filme, porque ele é excelente e não passa de jeito nenhum na tv. Eu gostei dele porque o tema é totalmente diferente, já que dificilmente você vai ver um filme baseado na cultura maia, que não seja um documentário. E o longa é feito com tanta excelência e riqueza de detalhes, que você consegue se transportar para a atmosfera que vai se descortinado. Você se sente na pele do protagonista e sofre também com suas angústias.

A fotografia e a maquiagem são incríveis e segundo o site Adoro Cinema, todos os diálogos do longa foram travados em dialeto maia. Então, eu não sei mais o que dizer, porque Mel Gibson conseguiu tirar o meu fôlego com um filme absurdamente bem feito. O longa é violento, porque tem caçadas e sacrifício humano, só que pra mim isso é muito bacana, porque você tem evidências históricas desses atos praticados. Eu acho culturalmente fascinante, porque você tem que se despir dos preconceitos e descer do pedestal para tentar entender a crença de outra civilização diferente da nossa.

O elenco é composto por atores que eu não tinha conhecimento da existência, como Rudy Youngbood, Raoul Trujillo,Iazua Larios e Gerardo Taracena. A interpretação foi tão perfeita, que você não consegue ver o ator, apenas o seu personagem, porque os dois se fundiram em uma atuação única e espetacular.

O diretor e o roteirista do longa é Mel Gibson, que já dirigiu filmes como A Paixão de Cristo, Coração Valente e O Homem sem Face. É Claro que seu currículo cinematográfico é muito maior quando tratamos de seu trabalho como ator, no entanto, eu adorei a seu trabalho como diretor, pois ele consegue dar mais vida aos longas.

Resumindo, o filme é excelente, eu amei e é uma pena que ele não passe mais na televisão, seja aberta ou por assinatura. Então, se alguém estiver escutando minha súplica, por favor, passe Apocalypto nesse final de semana! Heheheheh

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Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca!!!!

Pixels!

Pixels (2015) conta a história de Sam Brenner (Adam Sandler), um homem simples, que precisa usar toda a sua habilidade em jogos dos anos 80 para salvar a Terra de um ataque alienígena.

O que falar sobre esse filme? Eu realmente não esperava muito dele e ele atendeu as minhas expectativas. O diretor do longa é bom como vocês vão ver mais abaixo, mas o roteiro foi fraco demais. Deixa eu explicar melhor: eles pegaram uma história simples, um roteiro simples e introduziram a temática dos jogos dos anos 80. Isso pode ter gerado uma certa nostalgia, porque você vê rolando na tela os videogames que marcaram uma época, no entanto o filme em si não é muito bom. Adam Sandler ainda consegue tirar algumas risadas do público, mas, sinceramente, eu acho que ele já deu o que tinha que dar, ele é engraçado, mas nunca foi um bom ator e os últimos filmes dele foram péssimos.

Como elenco nós temos Adam Sandler, Michelle Monaghan, Kevin James, Peter Dinklage, Sean Bean, Josh Gad, Brian Cox e Dan Aykroyd. Pra mim, quem mais se destacou no longa foi o ator Josh Gad, pois teve uma boa interpretação e conseguiu se destacar nas melhores cenas. Um fato curioso é que o criador do Pac Man fez uma participação no filme, no entanto ele não era o Professor Iwatani, quem fez esse papel foi o ator Denis Akiyama, o criador do Pac Man estava escondido em algum cantinho que eu não vi.

O diretor do longa é Chris Columbus, que possui em seu currículo filmes impressionantes como os dois primeiros filmes da sequência de Esqueceram de Mim, Uma Babá Quase Perfeita, O Homem Bicentenário, Lado a Lado, os dois primeiros filmes da saga Harry Potter e Percy Jackson e o Ladrão de Raios. E ele ainda trabalhou como roteirista de Goonies.

Resumindo, o filme diverte em alguns momentos, no entanto a história em si é bem fraca. O longa não é ruim, mas você poderia gastar seu tempo vendo outros bem mais interessantes.

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Desejo a todos um outro filme e muita pipoca.

Perdido em Marte!!!!

Perdido em Marte (The Martian, 2015) conta a história de Mark Watney (Matt Damon) um astronauta que estava em missão em Marte, no entanto, ele sofre um terrível acidente durante a evacuação do planeta, em decorrência de uma forte tempestade. Mark é dado como morto por toda a tripulação. O que ninguém esperava é que ele estivesse vivo, mas será que sozinho, com poucos suprimentos, ele conseguirá sobreviver até a ajuda chegar?

Eu estava louca para ver esse longa, porque filmes com essa temática despertam o meu interesse, assim como o Interestelar, que simplesmente fez minha cabeça explodir de prazer, por causa da fotografia, por causa do roteiro, dos atores, por toda essa combinação que leva a quase perfeição. Perdido em Marte utilizou os dados e imagens da Nasa para que o efeito e a fotografia chegassem o mais próximo possível do que seria realmente o Planeta Vermelho. São esses pequenos detalhes que fazem com que a experiência cinematográfica seja prazerosa.

Quando você for ver o filme, você precisa prestar atenção a alguns detalhes que tornaram o longa bem feito, como a trilha sonora. Foram usadas músicas antigas, como as da década de 70 e isso conseguiu dar um efeito mágico e engraçado a cada cena, porque a letra encaixava perfeitamente. Outra coisa que você deve perceber é ponto que o filme te alcança, por exemplo, no meu caso o drama psicológico foi o mais forte, porque o isolamento, a persistência, aquilo que leva o ser humano a tentar sobreviver e como isso afeta o discernimento e as ideias, foi o que me chamou atenção. Entretanto, o meu marido se focou na perfeição da ciência e como o conhecimento pode te ajudar, seja no dia a dia ou em situações extremas. Então, é muito interessante como o mesmo filme pode levar cada pessoa a uma experiência diferente.

Como curiosidade, o filme é baseado no livro The Martian do escritor Andy Weir e acredito que o livro seja tão bom quanto o longa foi.

O filme conta com um elenco de primeira, Matt Damon, Jessica Chastain, Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong, Jeff Daniels, Sean Bean, Sebastian Stan, Kate Mara, Michael Peña, Donald Glover e Kristen Wiig. Quem arrasou, em matéria de interpretação, foi Matt Damon com toda a sua graça e desenvoltura. Já estava escrito nas estrelas que aquele menino do O Homem Que Fazia Chover iria entra para a história no cinema.

O diretor do longa é o Ridley Scott. O que mais você quer que eu diga sobre isso? Ele é um diretor incrível, que fez Prometheus, Blade Runner-O Caçador de Andróides, Alien-O Oitavo Passageiro, Falcão Negro em Perigo, O Gângster, Um Bom Ano, Cruzada, Gladiador, Até o Limite da Honra, Rede de Mentiras, entre tantos outros! Segundo o site IMDB, Ridley vai dirigir Prometheus 2, que deve chegar as telonas em 2017.

Resumindo, o filme é excelente, então não perca mais tempo, vá ao cinema, compre uma pipocona, um refri e divirta-se.

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Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca!!!!

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