Azul é a Cor Mais Quente!!!!

Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle – Chapitres 1 e 2, 2013) conta a história da vida de Adèle, sua trajetória desde a adolescência até sua vida adulta. Ela mostra suas dúvidas, seus amores e suas escolhas ao longo dessa jornada.

Eu tinha tentado uma vez assistir esse filme, mas quando eu vi que era longo e francês, eu acabei desistindo. Tem momentos e momentos, você acaba sentindo que não é a ocasião certa para ver o longa, porque sua mente não vai conseguir absorver a genialidade que o filme tenta expor. Alguns meses depois, olhei pro lado e vi meu marido jogando no computador, olhei para a televisão  e percebi que esse era o momento certo, Azul é a Cor Mais Quente ganhou uma segunda chance na minha vida, afinal meu marido não iria assistir comigo, cabia apenas a mim e a minha taça de vinho o trabalho em questão.

Eu gosto de filmes europeus porque fogem daquele ritmo batido que os filmes americanos possuem. Esses longas são mais livres e conseguem transmitir ao telespectador um ritmo próprio, ousado e emocionante. Gostei muito do longa em questão, porque eu adorei as personagens e Adèle (Adèle Exarchopoulos) tem uma característica impressionante, ela é uma adolescente completamente perdida, porque ela não sabe o que quer da vida e o que a vida pode oferecer. Ela come, dorme, vai para o colégio, namora e mesmo fazendo isso tudo, ela mostra pelo olhar que nada disso tem sabor, ou valor. Ela parece que está apenas passando pela vida, como se escovar os dentes e fazer sexo fosse a mesma coisa, porque ela não consegue despertar o sentimento em seu corpo. Apenas quando ela encontra Emma (Léa Seydoux) é que Adèle percebe que existe o amor e que é aquela pessoa de cabelos azuis que consegue de verdade tocar o seu coração, que consegue mostrar o mundo e despertar o sabor pela vida.

A partir do momento que Adèle percebe o que é o amor, é que ela começa a lidar com o conflito, com a dor, com o preconceito e com o prazer.

Você não deve ver o filme pensando que ele é mais uma exposição de um relacionamento homoafetivo. Ele deve ser visto como a demonstração do amor em sua forma mais pura.

Adorei a atuação de Adèle Exarchopoulos, mas principalmente de Léa Seydoux, que já atuou em O Grande Hotel Budapeste, Missão Impossível: Protocolo Fantasma, Meia Noite em Paris e Hobin Hood (2010). Eu confesso que antes de ver o currículo cinematográfico de Léa, eu não fazia ideia de quem ela era, pois o seu papel como Emma foi tão impressionante, que eu não conseguia fazer ligação com suas outros personagens. Seydoux pode ter participado de papéis em filmes hollywoodianos, mas apenas nos europeus é que ela tem a chance de mostrar todo o seu talento.

O diretor do longa é Abdellatif Kechiche, que ainda não possui muitos filmes em seu currículo, já dirigiu dois longas que me interessaram muito, O Segredo do Grão e Venus Negra. Kechiche, esse homem que eu nunca havia ouvido falar, ganhou meu respeito, admiração e interesse em suas outras obras.

Como curiosidade, Azul é a Cor Mais Quente é baseado em um HQ homônimo de Julie Maroh. E a título de interesse, a comunhão entre as atrizes e o diretor foi tão boa que eles foram indicados a vários prêmios internacionais.

Resumindo, o filme é muito bom. Já vou avisando que não é só o azul que é quente, o clima entre as personagens é bem abrasivo e as cenas de sexo permeiam todo o longa!

Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca!!!!

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