MAD MAX : ESTRADA DA FÚRIA!!!!!!!!

Mad Max : Estrada da Fúria (Mad Max : Fury Road, 2015) conta a história da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) que resolve fugir das garras do Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) levando com ela as outras esposas dele. Elas querem chegar ao Vale Verde, cidade natal de Furiosa. Ao longo do caminho, além de elas terem que lidar com regiões inóspitas e pós apocalípticas, elas ainda precisam lutar com toda a galera que Immortan Joe reuniu para ir atrás delas. Nesse meio tempo, Max (Tom Hardy) que era prisioneiro e foi carregado junto com o comboio sanguinário acaba escapando e passa a auxilar Furiosa em sua fuga.

Quando eu pensava em Mad Max três imagens passavam pela minha mente, deserto, Mel Gibson e Tina Turner com aquela cabeleira toda cantando “We Don’t Need Another Hero”. Eu sabia que existiam uns três filmes da sequência e sabia que esse que eu vi era a Cúpula do Trovão, mas eu jurava que era o primeiro filme. (É o último filme, 1985). Bem, isso era tudo que eu sabia dos longas, mas eu conheço pessoas que nem faziam ideia do que era Mad Max.

Vamos ao que interessa! Mad Max: Fúria da Estrada apresenta um mundo sem vida, arrasado por nossa própria indiferença ambiental, resultando em lugar quente e inóspito. Nesse ambiente temos apenas duas opções, ou ficamos a mercê de lideres malucos em troca de alimentos e água, ou fazemos nosso próprio caminho rumo ao desconhecido, em meio a uma guerra entre facções diferentes. O que determina o caminho que você vai seguir é a medida entre a coragem e o medo que existe em cada um de nós. Embora o longa tenha o nome do Max e o trailer fique focando nele, a personagem principal é a Imperatriz Furiosa, que se prende aos seus ideais e não deixa que nenhuma limitação altere os seus planos.

Eu achei que o longa só ficou realmente bom do meio para o final, que é quando a trama acaba entrando em ebulição. Charlize Theron dá um banho de interpretação e prova novamente que não basta ser bonita para ser atriz, você tem que ter talento e isso ela tem as pampas. No entanto, Tom Hardy, nosso Mad Max, que teoricamente seria o papel principal ficou bem apagado e desfocado do contexto. Não me entendam mal, eu adoro o Tom Hardy, mas ele disse umas dez frases o filme todo, soltou alguns grunhidos parecendo o Bane do Batman e fez algumas cenas com fundo cômico. Quanto a isso eu só tenho uma coisa a dizer: Cadê o Mel Gibson?

Segundo as curiosidades sobre o filme no site Adoro Cinema, o longa estava em desenvolvimento desde 2003 e Mel Gibson estava cotado para continuar fazendo o papel de Max, mas por questões externas, como dificuldades no local onde seriam gravadas as cenas, as filmagens ficaram paradas e nesse meio tempo Gibson resolveu se dedicar a direção de seus próprios filmes, como a Paixão de Cristo, 2004. Resultado, no final acabamos ficando com Tom Hardy e pelo visto ele assinou para fazer mais três filmes da sequência.

Quem estava também no filme era Nicholas Hoult no papel de Nux. Para quem achou difícil identificar o ator embaixo de tanta maquiagem branca, deve lembrar que ele também já foi bem azul, fazendo o papel de Fera, um dos X-Men. Ele trabalhou muito bem em Mad Max, gostei muito da atuação dele, fico muito feliz com a ascensão dele desde o filme O Grande Garoto (2002), que ele fez ao lado de Hugh Grant.

Por questão de mera curiosidade o ator que fez Immortal Joe, Hugh Keays-Byrne, também trabalhou no filme Mad Max de 1979, ele era o Toecutter segundo o site IMDB.

O diretor do longa é George Miller, que além de ter dirigido todos os filmes anteriores de Mad Max, entre o último de 1985 e esse de 2015, ele dirigiu também As Bruxas de Eastwick,  O Óleo de Lorenzo, Babe – O porquinho Atrapalhado na Cidade e a sequência de Happy Feet. Miller é um diretor bem eclético.

Resumindo, você pode ter lido tudo que eu escrevi, ou pode ter lido apenas o primeiro parágrafo e esse último, porque o que você quer saber é se vale a pena pagar para ir ao cinema ver o filme! Então respondendo a sua pergunta, ele é um excelente filme de ação, a trilha sonora, a fotografia e os efeitos visuais foram ótimos, mas o longa só fica bom mesmo do meio para o final, que é quando a coisa deslancha.

Obs: Eu assisti no cinema Cinemark em 3D (não era a sala XD) e achei que não fez diferença, poderia ter visto em 2D.

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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