Arquivo para 31 de Maio de 2015

Cake – Uma Razão para Viver!

Cake –  Uma Razão para Viver (Cake, 2014) conta a história de Claire (Jennifer Aniston) uma mulher que sofreu um grande trauma em sua vida, não só física como mentalmente. Nada mais faz sentido e todos os dias são uma dor sem fim, o que facilita ainda mais seu vício em analgésicos. Sua vida sofre uma grande reviravolta quando Nina (Anna Kendrick) uma das mulheres de seu grupo de apoio acaba se suicidando. Esse fato acaba marcando a vida de Claire, que vai se interessando pela história de Nina e ao mesmo tempo a faz pensar em sua própria morte.

O mais interessante no longa é ver uma Jennifer Aniston diferente da mocinha linda das comédias românticas. Estamos diante de uma mulher que sofre todos os dias com tudo que aconteceu em sua vida, que possui marcas em seu corpo que a farão lembrar todos os dias de sua dor. Uma mulher que se acha no direito de tratar a todos com desprezo pelo simples fato de estarem no caminho de seu sofrimento. Interpretar essa mulher foi um desafio que Aniston conseguiu desempenhar muito bem, fazendo você esquecer da mulher fina e elegante que ela sempre fez ao longo dos anos.

Anna Kendrick e Sam Worthington, que interpretou o marido de Nina, ficaram bem apagados diante da atuação de Aniston. Assim como Felicity Huffman e William H. Macy, que apenas fizeram uma ponta.

O diretor do longa é Daniel Barnz que ainda possui um currículo cinematográfico muito curto. Ele dirigiu o filme A Menina no País das Maravilhas e A Fera. Como ele ainda é um diretor desconhecido, o melhor mesmo é acompanhar seus próximos filmes para ter uma ideia melhor de seu trabalho.

Resumindo, vou ser sincera com vocês, eu gostei muito da atuação de Jennifer Aniston, acho que esse longa mostrou bem que ela tem a capacidade de atuar em outros papéis que fogem do lugar comum que ela sempre acaba caindo. No entanto, o filme como um todo é fraco, o roteiro é meio perdido, algumas coisas ficam sem explicação ou em aberto.

Como eu sempre digo, acho que mesmo que a crítica passe longe das suas expectativas, sempre vale a pena ver o filme para ter sua própria opinião sobre o longa.

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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Francis Ford Coppola no CCBB-RJ

Se você não dispensa um cineminha, então esse evento foi feito especialmente para você!!!! Do dia 03/06 ao dia 29/06 o Centro Cultural do Banco do Brasil-RJ vai apresentar uma amostra de filmes do nosso querido Francis Ford Coppola. Filmes como O Poderoso Chefão, Apocalypse Now e O Homem que fazia Chover estão no programa, além de muitos outros tantos. O ingresso é baratinho, R$ 4,00 a inteira e R$ 2,00 a meia, então não perca essa oportunidade!

Para mais informações entre no link abaixo:

Francis Ford Coppola, O Cronista da América.

Para saber mais sobre o filme O Poderoso Chefão, veja o link do meu post:

Uma Proposta Irrecusável!!!!

Desejo a todos excelentes filmes e muita pipoca!!!

Simplesmente Acontece!

 

Simplesmente Acontece (Love, Rosie, 2014) tem o Reino Unido como principal ambiente e conta a história de dois amigos inseparáveis, Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin). Eles se conheceram desde pequenos e sempre existiu uma carinho muito grande entre os dois, uma amizade daquelas que você pode contar nos tempos bons e principalmente nas dificuldades da vida. No entanto, Alex consegue uma bolsa para estudar medicina em Harvard nos Estados Unidos e Rosie, que também tinha planos de ir para Boston, vê seus sonhos serem adiados, a obrigando a permanecer no Reino Unido por mais tempo. Aparece um abismo entre os dois que antes não existia, será que eles vão conseguir lidar com essa distância?

O longa mostra um tipo de amizade que nos remete imediatamente a nossa adolescência. Quem nunca teve um amigo ou amiga que era inseparável e que independente do que acontecesse estava sempre lá do nosso lado? Só que às vezes parece que é inevitável, porque o amor acaba surgindo e esse pode ser recíproco ou não. E é nesse exato momento que nos pegamos pensando no outro direto, que precisamos refletir com cuidado e analisar se arriscamos a amizade em nome do amor ou se esquecemos dela em nome da amizade. Eu sou a favor de sempre que possível expor os seus sentimentos, porque eu sempre tive medo de perder as oportunidades que a vida traz, já pensou perder o amor da sua vida ou atrasar o começo de um lindo romance porque você ficou com medo? É doloroso demais.

O longa expõe um romance leve, situações cômicas e um drama que pode te fazer chorar em alguns momentos, pelo menos eu quase chorei (sou uma manteiga derretida). Como elenco temos a presença de Lily Collins, filha do cantor Phil Collins,  que está cada vez mais se destacando no meio cinematográfico. Eu a considero uma linda atriz, atua bem e é simpática. Nesse filme ela atuou bem, mas determinadas situações exigiam dela uma maturidade que ela não possuía. No entanto, a atuação de Sam Claflin foi melhor e mais honesta. Eu achei que a atuação dele foi impecável, pois ele conseguiu mostrar a passagem de tempo em sua vida, diferenciando o adolescente do adulto e ele conseguia apenas com o olhar demonstrar tudo que estava sentindo deixando as cenas mais reais. Sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar nesse ator, mas pesquisando eu vi que ele já atuou no filme Branca de Neve e o Caçador e em dois filmes da sequência Jogos Vorazes.

O diretor do longa é Christian Ditter que possui um currículo cinematográfico relativamente curto e seu trabalho como diretor foi bem mais marcante no cinema alemão, mas se ele continuar dirigindo desse jeito, vai ganhar cada vez mais fãs.

Como curiosidade o filme é baseado em um livro chamado Where Rainbows End (Onde Terminam os Arco-Iris ) de Cecilia Ahern, que também é autora do livro que deu origem ao filme P.s.: Eu te amo.

Resumindo, o filme é bom, é um romance lindo e se você for uma romântica incorrigível vai adorar.

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!!!!!

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MAD MAX : ESTRADA DA FÚRIA!!!!!!!!

Mad Max : Estrada da Fúria (Mad Max : Fury Road, 2015) conta a história da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) que resolve fugir das garras do Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) levando com ela as outras esposas dele. Elas querem chegar ao Vale Verde, cidade natal de Furiosa. Ao longo do caminho, além de elas terem que lidar com regiões inóspitas e pós apocalípticas, elas ainda precisam lutar com toda a galera que Immortan Joe reuniu para ir atrás delas. Nesse meio tempo, Max (Tom Hardy) que era prisioneiro e foi carregado junto com o comboio sanguinário acaba escapando e passa a auxilar Furiosa em sua fuga.

Quando eu pensava em Mad Max três imagens passavam pela minha mente, deserto, Mel Gibson e Tina Turner com aquela cabeleira toda cantando “We Don’t Need Another Hero”. Eu sabia que existiam uns três filmes da sequência e sabia que esse que eu vi era a Cúpula do Trovão, mas eu jurava que era o primeiro filme. (É o último filme, 1985). Bem, isso era tudo que eu sabia dos longas, mas eu conheço pessoas que nem faziam ideia do que era Mad Max.

Vamos ao que interessa! Mad Max: Fúria da Estrada apresenta um mundo sem vida, arrasado por nossa própria indiferença ambiental, resultando em lugar quente e inóspito. Nesse ambiente temos apenas duas opções, ou ficamos a mercê de lideres malucos em troca de alimentos e água, ou fazemos nosso próprio caminho rumo ao desconhecido, em meio a uma guerra entre facções diferentes. O que determina o caminho que você vai seguir é a medida entre a coragem e o medo que existe em cada um de nós. Embora o longa tenha o nome do Max e o trailer fique focando nele, a personagem principal é a Imperatriz Furiosa, que se prende aos seus ideais e não deixa que nenhuma limitação altere os seus planos.

Eu achei que o longa só ficou realmente bom do meio para o final, que é quando a trama acaba entrando em ebulição. Charlize Theron dá um banho de interpretação e prova novamente que não basta ser bonita para ser atriz, você tem que ter talento e isso ela tem as pampas. No entanto, Tom Hardy, nosso Mad Max, que teoricamente seria o papel principal ficou bem apagado e desfocado do contexto. Não me entendam mal, eu adoro o Tom Hardy, mas ele disse umas dez frases o filme todo, soltou alguns grunhidos parecendo o Bane do Batman e fez algumas cenas com fundo cômico. Quanto a isso eu só tenho uma coisa a dizer: Cadê o Mel Gibson?

Segundo as curiosidades sobre o filme no site Adoro Cinema, o longa estava em desenvolvimento desde 2003 e Mel Gibson estava cotado para continuar fazendo o papel de Max, mas por questões externas, como dificuldades no local onde seriam gravadas as cenas, as filmagens ficaram paradas e nesse meio tempo Gibson resolveu se dedicar a direção de seus próprios filmes, como a Paixão de Cristo, 2004. Resultado, no final acabamos ficando com Tom Hardy e pelo visto ele assinou para fazer mais três filmes da sequência.

Quem estava também no filme era Nicholas Hoult no papel de Nux. Para quem achou difícil identificar o ator embaixo de tanta maquiagem branca, deve lembrar que ele também já foi bem azul, fazendo o papel de Fera, um dos X-Men. Ele trabalhou muito bem em Mad Max, gostei muito da atuação dele, fico muito feliz com a ascensão dele desde o filme O Grande Garoto (2002), que ele fez ao lado de Hugh Grant.

Por questão de mera curiosidade o ator que fez Immortal Joe, Hugh Keays-Byrne, também trabalhou no filme Mad Max de 1979, ele era o Toecutter segundo o site IMDB.

O diretor do longa é George Miller, que além de ter dirigido todos os filmes anteriores de Mad Max, entre o último de 1985 e esse de 2015, ele dirigiu também As Bruxas de Eastwick,  O Óleo de Lorenzo, Babe – O porquinho Atrapalhado na Cidade e a sequência de Happy Feet. Miller é um diretor bem eclético.

Resumindo, você pode ter lido tudo que eu escrevi, ou pode ter lido apenas o primeiro parágrafo e esse último, porque o que você quer saber é se vale a pena pagar para ir ao cinema ver o filme! Então respondendo a sua pergunta, ele é um excelente filme de ação, a trilha sonora, a fotografia e os efeitos visuais foram ótimos, mas o longa só fica bom mesmo do meio para o final, que é quando a coisa deslancha.

Obs: Eu assisti no cinema Cinemark em 3D (não era a sala XD) e achei que não fez diferença, poderia ter visto em 2D.

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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