A Pele que Habito!

A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011) conta a história de Roberto Ledgard (Antonio Bandeiras), um grande cirurgião plástico que viu sua esposa sofrer por causa de um acidente que a deixou com boa parte do corpo queimado. No entanto, sua mulher não consegue suportar sua atual aparência e acaba se suicidando. Roberto fica sozinho para cuidar de Norma (Bianca Suárez), filha adolescente do casal, que está sofrendo sérios problemas psicológicos pela perda da mãe. Ele, querendo ajudar a filha a se socializar mais, a leva para uma festa, no entanto, ela acaba sendo vítima de uma tentativa de estupro.  Seu pai, ao saber do ocorrido, fica atônito com o fato e resolve se vingar.

Eu vou ser sincera, nunca gostei muito dos filmes de Pedro Almodóvar, sempre tive muita implicância, pois os temas eram interessantes, mas não me cativava por completo. Entretanto, A Pele que Habito me surpreendeu positivamente, eu o achei bem diferente das obras que ele já fez, o filme é insano. Eu, infelizmente, não posso contar mais detalhes do longa para não acabar passando algum spoiler, mas é um filme totalmente fora do comum, que você precisa se ater aos pequenos detalhes e mesmo assim no final sua cabeça simplesmente explode. Eu fiquei me perguntando “como assim? como assim?” e foi isso que me fez gostar do filme.

Eu considero Almodóvar um vinho caro, as pessoas dizem que é bom, você acredita nisso, até experimentar e perceber que seu paladar não se adequa ao sabor do vinho. No entanto, não é porque todo mundo gosta, que você é obrigado a gostar também. La Piel que Habito veio de uma safra boa, que calhou de cair no meu copo no momento que eu resolvi experimentar de novo o bendito vinho. Almodóvar conseguiu criar em mim uma afeição que antes inexistia, me fazendo enxergar com outros olhos o estilo e o seu jeito único de dirigir. Eu sei que eu assisti outras obras dele como Volver e Fale com Ela, mas começo a me questionar se eu realmente os enxerguei como deveria.

Eu, sinceramente, nunca achei o Antonio Bandeiras isso tudo, eu o acho um ator mediano, o que ele tem de sedução falta de talento. Eu acho que do filme 13º Guerreiro até os tempos atuais muita coisa se perdeu pelo caminho, ele não se lapidou, ele foi ficando mais sem graça e apagado nas telinhas. Entretanto, no filme em discussão eu não conseguiria imaginar outro ator que poderia casar melhor no papel de Roberto Ledgard.

Meu marido achou o filme absurdamente insano e estranhamente perturbador. O primo dele que não viu, mas que a namorada contou a história toda, nem se arriscou a ver o longa para não se sujeitar a tal calamidade cinematográfica. E algumas criticas sobre o filme foram bem negativas. Agora você me pergunta, porque ver um filme assim? Vale a pena mesmo ou você vai me jogar no limiar de uma enrascada sem volta?

Bem, em resposta a minha pergunta fictícia, eu digo que, o filme é de certa forma pesado, então se você é uma pessoa aberta a experimentar novos tipos filmes, não se choca com facilidade e tem o costume de ver filmes estrangeiros, então eu o recomendo, acho uma boa experiência cinematográfica (mas, veja sozinho para não ter outras pessoas do seu lado reclamando a todo o momento). Agora, se você gosta de filmes triviais, uma comédia, um filme de ação, se você é daquelas pessoas que se chocam com facilidade e não gostam de nada diferente demais, então esse filme não é aconselhável para você, porque possivelmente você vai detestar.

Se você resolver ver o longa, o post está aberto para comentários, comentem à vontade.

De qualquer forma desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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