Arquivo para 30 de abril de 2015

Cisne Negro

 

Cisne Negro (Black Swan, 2011) conta a história de Nina (Natalie Portman), que acaba conseguindo virar a primeira bailarina da companhia . No entanto, para fazer o balé que vai estrear, Thomas Leroy (Vicent Cassel), quer que Nina vá além dos seus limites e mostre o que realmente é capaz de fazer. Em meio a pressão de Thomas e os problemas com sua própria mãe (Barbara Hershey), Nina luta rumo a perfeição.

Cisne Negro mostra que nós somos o maior e mais difícil obstáculo que existe no caminho de nossos principais objetivos. Nina acaba cedendo a pressão a sua volta e tenta a todo custo chegar a perfeição exigida, mesmo que isso cause sérios danos psicológicos. Ao longo do filme, você entra na mente dela e fica tão perdida quanto ela, pois começa a ficar difícil diferenciar o que é real ou pura imaginação.

Natalie Portman atuou de forma magistral e eu diria que foi o melhor papel que ela já desempenhou no cinema. Tanto Natalie quanto sua personagem tiveram que se esforçar muito durante o longa, a atriz teve que ficar mais magra e teve um treinamento intenso de balé. Todo o seu trabalho lhe rendeu o merecido Oscar como Melhor Atriz em 2011.

Vicent Cassel é também um grande ator e atuou muito bem no papel de Thomas. Quanto a Mila Kunis eu ainda a considero uma atriz mediana demais, parece que ela ainda não teve a oportunidade de mostrar todo o seu talento. Quando eu a olho, vejo apenas comédias românticas e só.

O diretor do longa é Darren Aronofsky, que também já dirigiu Fonte da Vida, O Lutador e Noé. Ele também foi o produtor executivo do filme O Vencedor.

Resumindo, eu achei o filme excelente. O longa tem uma atmosfera pesada e confusa, assim como a mente de Nina. Eu simplesmente adorei.

Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca.

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O Nevoeiro

O filme O Nevoeiro (The Mist, 2007) conta a história de David Drayton (Thomas Jane) e seu filho Billy (Nathan Gamble). Após uma grande tempestade, os dois vão ao supermercado da cidade para comprar alguns suprimentos, no entanto, um nevoeiro extremamente espesso toma conta de toda a cidade e eles ficam presos lá com outros habitantes da região. Quem se arriscou a sair acabou morrendo. Como eles vão enfrentar essa ameaça?

Esse domingo passado pedia um filme de terror, então eu resolvi ligar o PS3 e procurar algo no Netflix. Meu marido disse que viria qualquer filme que eu escolhesse, mas como eu sou indecisa fiquei quase uma hora vasculhando os milhares de filmes que existiam lá. Dei duas opções e ele acabou escolhendo o filme em questão. No começo do longa eu fiquei com uma vontade louca de mudar para a segunda opção, porque nada parecia muito promissor. Eu sabia que era baseado em um livro do Stephen King, mas estava em dúvida se isso era o suficiente para me prender no sofá.

No final das contas, eu gostei do filme. Ele trata daquele fator básico de sobrevivência. O que acontece quando um grupo se vê em uma situação tão extrema quanto essa? Como vão reagir, como vão se comportar e será que estarão dispostos a ir ao extremo com objetivo de se salvar?

O longa conta com a surpreendente presença de alguns atores que eu nem fazia ideia de que estavam no elenco. Thomas Jane fazia aquela série chamada Hung, além de ter feito O Apanhador de Sonhos, Tudo pra Ficar com ele e Pecado Original. Toby Jones fez a sequência de filmes do Capitão América, dois da sequência de Jogos Vorazes e O Espião que Sabia Demais. Talvez você não lembre de nomes como Jeffrey DeMunn, Laurie Holden e Melissa Suzanne McBride, mas quem sabe você os  conheça como Dale, Andrea e Carol, sim meus caros, esses três atores fizeram ou ainda fazem a série The Walking Dead. Andre Braugher faz a série Brooklyn Nine-Nine. E Marcia Gay Harden já fez inúmeros filmes como O Sorriso de Monalisa. De todos os atores do filme O Nevoeiro, esta última foi a que teve a melhor atuação.

O diretor do longa é Frank Darabont que também fez À Espera de um Milagre e Sonho de Liberdade, bem como participa da produção da série The Walking Dead.

Resumindo, embora a atuação do elenco tenha sido um pouco fraca,  o filme é razoável, tem uma trama boa e me deixou muito nervosa e angustiada, ou seja, ele cumpriu com o propósito de distrair.

Desejo a todos um bom filme e boa pipoca.

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Obs: Trailer em inglês, sem legenda.

Os Vingadores: Era de Ultron

Os Vingadores: Era de Ultron (The Avengers: Age of Ultron) começa contado a história da busca pelo cetro de Loki, que estava em poder da Hydra. Ao encontrar o cetro, Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner (Mark Ruffalo) resolvem fazer mais pesquisas sobre ele e sobre todas as informações que eles coletaram dos computadores dos capangas da Hydra. Eles acabaram descobrindo que tinha sido criado uma inteligência artificial tão magnífica que poderia ser usada para proteger a Terra, no entanto, essa inteligência desperta e tudo sai do controle. Ultron tem o poder de controlar o mundo e quer destruí-lo, cabe aos Vingadores resolver essa ameaça.

Faziam meses que todos a minha volta estavam falando nesse filme, seja no trabalho, seja em casa. Meu marido estava tão empolgado que comprou os ingressos com pelo menos uma semana de antecedência só para garantir. Eu confesso que eu não estava tão animada quanto o pessoal, porque as histórias da Marvel ou da DC Comics não fizeram parte da minha infância do mesmo jeito que da maioria das pessoas. Eu via todos esses desenhos, como Batman, Super-Homem, Homem-Aranha e X-Men, mas eu nunca acompanhei de fato suas histórias. Eu não sabia que existia toda uma cadeia intrincada de fatos por trás dos personagens que eu gostava. Eu nunca cheguei a ler um HQ, já li alguns mangás e se você me perguntar qual o nome do gato da Magali eu vou saber, mas de resto sou ignorante mor.

Eu tenho grande apreço por super heróis, mas eu confesso que fico muito mais intrigada com um bom vilão. Ser o mocinho é um pouco mais simples, porque seu objetivo principal é salvar a todos e impedir que a Terra seja obliterada. No entanto, o vilão tem o seu valor, primeiro porque o objetivo dele nem sempre é destruir a Terra, mas ela está na frente né, o que fazer? Eu fico cativada por vilões engraçados, educados e extremamente inteligentes. Nesse filme dos Vingadores, Ultron despertou minha simpatia, principalmente porque ele era bem engraçado. No primeiro Vingadores eu me amarrei no Loki. E quem não gostou do Coringa, cheio de sagacidade, de Heath Ledger? Sinceramente, eu acho que os vilões se divertem mais, mas é claro que no final o bem sempre prevalece.

Todos os atores interpretaram muito bem, da mesma forma que no primeiro filme. Eu fiquei surpresa em saber que quem fez a voz do Ultron foi o James Spader. Quando penso em Spader eu lembro do filme Stargate – A Chave para o Futuro da Humanidade, em que ele estava novinho, mas hoje você pode vê-lo atuando na série The Blacklist. Ainda contamos com a presença de Elizabeth Olsen como Feiticeira Escarlate e Aaron Taylor-Johnson como Mércurio. Elizabeth é a irmã mais nova das gêmeas Olsen e já fez o filme Capitão América 2: O Soldado Invernal, Godzilla, Oldboy – Dias de Vingança e Poder Paranormal. Enquanto Aaron, além de ter feito também Capitão América 2: O Soldado Invernal e o Godzilla, também atuou em Anna Karenina, Albert Nobbs e O Ilusionista.

O diretor do longa é Joss Whedon, que fez o primeiro Os Vingadores. Ele também trabalhou como diretor e roteirista em alguns episódios das séries Angel, Buffy, The Office, Glee e Agentes da S.H.I.E.L.D.

O que você quer saber é se o filme é bom mesmo. Então fique tranquilo, porque o filme é muito bom, teve cenas bem engraçadas e foram três horas que passaram voando. Eu pensei que eles fossem cortar na melhor parte, mas isso não aconteceu. Após os créditos principais tem mais uma cena, mas depois nem perca seu tempo ficando até o apagar de tela, porque nada mais aparece.

Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca!!!!

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Presságio!

O filme Presságio (Knowing, 2009) tem como marco inicial o ano de 1959, onde, em uma pequena escola, resolveu-se criar uma “cápsula do tempo”. Todos os alunos deveriam fazer um desenho e por nessa cápsula, que seria desenterrada 50 anos depois. Finalmente, em 2009, a cápsula será desenterrada e cada criança deverá ficar com uma das imagens. O menino Caleb Koestler (Chandler Canterbury) recebe uma das folhas, mas ao abrir, ele percebe que não era um desenho e sim um amontoado de números. Curioso com o fato, Caleb leva o papel para casa, que acaba caindo nas mãos de seu pai, o astrofísico John Koestler (Nicolas Cage). John percebe que os números não são simplesmente aleatórios e descobre que boa parte deles tem relação com acidentes sérios que aconteceram em todo o planeta nos últimos 50 anos. Será que mais fatos serão revelados?

Confesso que já vi esse filme há muito tempo. Na época, eu o aluguei na Blockbuster e ele simplesmente me cativou. É engraçado pensar que alguém pode olhar para uma sequência de números e perceber que aquilo é muito mais do que parece. Achar uma ordem no caos é fascinante demais e é sobre isso que o filme trata, John percebe algo que parece absurdo e faz associações extraordinárias. O que ele acha faz sua cabeça explodir.

O ator Nicolas Cage poderia ser classificado como “pau pra toda obra”. Acho que ele não deve recusar nenhum filme, porque ele está em quase todos. Quando você menos espera, BOOOM, lá está o Nicolas Cage. Eu gosto muito dele, sou fã de carteirinha, pois adorei a atuação dele em Con Air – A Rota de Fuga, Um Homem de Família, Cidade dos Anjos, A Outra Face e A Lenda do Tesouro Perdido, mas eu reconheço que a maioria de suas atuações deixam a desejar. Nesse filme em questão ele trabalhou bem, mas não foi nada fora do comum. Um fato que eu achei muito curioso é que o nome do ator é Nicholas Kim Coppola. Na verdade, ele é filho do irmão de Francis Ford Coppola! Eu achei isso o máximo, pois ele mudou o seu nome para fazer sua própria carreira, sem ficar na sombra de uma família de renome cinematográfico. Você pode ler mais sobre a vida de Cage no site IMDB.

O longa também conta com a presença de Rose Byrne que já atuou na sequência de filmes Insidious (Veja o post Insidious is Insidious), Os Estagiários, X-Men: Primeira Classe, Missão Madrinha de Casamento e Sunshine – Alerta Solar. Eu a considero uma atriz mediana, ela não acrescenta muita coisa aos filmes que faz. Sua atuação é simples e sem graça. Sinceramente, eu ainda acredito nela e acho que ela ainda não teve oportunidade de mostrar todo o seu potencial nas telonas.

O diretor é Alex Proyas que embora não possua um currículo muito extenso, já dirigiu filmes como Eu, Robô e o O Corvo.

Resumindo, eu gostei muito do filme. A trama é muito boa, as cenas do longa são muito bem feitas e a fotografia é excelente. Eu só achei que o final, embora seja bem elaborado, poderia ser melhor.

Desejo a todos um excelente filme e muita pipoca!!!!

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