Para Sempre Alice!

Para Sempre Alice (Still Alice) conta a história de Alice (Julianne Moore), uma professora de Linguística que acabou de descobrir que tem um caso raro de Alzheimer. Ela ainda está na casa dos cinquenta anos e começou a desenvolver essa doença, que normalmente atinge pessoas mais idosas. Uma mulher extremamente ativa, professora de uma matéria que está relacionada a comunicação, se vê diante de uma doença triste e de certa forma cruel.

A família de Alice fica bem chocada com o fato, mas sinceramente, apenas ela sabe o que está se passando, apenas ela sente toda a dor e o sofrimento. Suas filhas tentam ajudar, no entanto, seu marido (Alec Baldwin) parece completamente alheio ao que está acontecendo, como se a doença da mulher não fosse algo real. Quando ele percebe que ela precisa de apoio, que a doença está se intensificando, eu sinto que ele tira o corpo fora, como se o Alzheimer dela fosse um peso que atrapalhasse a vida dele.

Julianne Moore interpretou muito bem os sintomas da doença, o que parecia apenas um pequeno esquecimento, assim como todos nós temos, acabou se intensificando mais e mais. Se é muito triste ver isso acontecer com um personagem de ficção, o que poderia se dizer ao ver isso acontecer a um familiar seu. É simplesmente doloroso imaginar que essa pessoa vai começar a perder palavras, ruas, coisas rotineiras, sua própria identidade e no final não reconhecerá mais quem é você, seu marido, filhos e netos. É muito triste ter alguém da família nesse estado, mas é muito mais triste para quem está de fato sofrendo com essa doença, que não tem uma cura.

É uma situação muito difícil, com certeza, mas eu acredito que por mais que a família sofra, a pessoa doente não deve ser abandonada. Ela pode perder a identidade, mas você sabe quem ela é, o que ela fez, o que passou, como viveu, como amou e mesmo que isso não permeie mais a memória do idoso, essas lembranças ficarão para sempre nas memórias de seus familiares. Use seu cérebro como apoio para que ele tente entrar em contato com aquilo que um dia viveu.

O filme emociona e pode te fazer chorar se você for fraco como eu. Como eu disse antes, a atuação de Moore foi muito boa, eu sinceramente não vi a interpretação de todas as atrizes que estavam concorrendo ao Oscar, mas, por enquanto, eu acho que Moore merecia. Quanto a interpretação de Kristen Stewart, ela foi simples, vazia e sem expressão. Desculpe dizer, mas a Kristen não foi nada mais que um frenesi adolescente. Ela ainda não mostrou nada, outras atrizes poderiam atuar melhor no papel dela nesse filme, como a Emma Stone, por exemplo.

Quanto ao Alec Baldwin, eu acho ele um ator dentro da média, se o objetivo dele nesse filme era interpretar um marido ausente, então ele conseguiu. Nada mais que isso. Sendo honesta com vocês, esse filme teve uma grande atriz em meio a um elenco bem mediano.

Um fato triste de saber é que Richard Glatzer, que foi diretor e roteirista do filme, morreu recentemente em consequência de uma doença degenerativa, que ele vinha lutando há anos. É impressionante como um diretor, em meio a sua própria luta, teve forças para desempenhar seu trabalho de uma forma tão digna. Ele dirigiu muito bem.

O filme é bom e não decepciona, só acho que o longa poderia se estender por mais alguns minutos. Ele é envolvente e mesmo que ficasse previsível aonde essa doença poderia chegar, o final poderia ser mais explorado.

Desejo a todos um bom filme e muita pipoca!

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