Whiplash: Em Busca da Perfeição!

Eu confesso que tive certo preconceito com esse filme, pois a história dele não parecia nada empolgante, mas eu estava errada. Whiplash conta a história de um jovem, Andrew (Miles Teller), que tem o sonho de se tornar o maior baterista de todos os tempos. Ele consegue entrar na melhor escola de música dos Estados Unidos e encontra um professor, Terence Fletcher (J.K. Simmons), que é um grande mestre do jazz. No entanto, esse professor é extremamente exigente e sádico. Fletcher sempre encontra uma forma de testar os limites de Andrew, mas cada conquista do jovem é mais uma vitória rumo ao sucesso.

O que você estaria disposto a fazer ou largar em busca dos seus sonhos?

Acho que no começo do filme você acaba se identificando um pouco com o personagem do jovem, quem nunca se esforçou para buscar os seus sonhos? Entrar na melhor Universidade, ser o melhor aluno, se destacar em prol de seu objetivo e ser colocado junto ao melhores no pódio. No entanto, será que tudo não tem um limite? Eu admiro quem consegue ultrapassar seus próprios limites físicos e mentais em prol de um determinado objetivo, mas, eu, por exemplo, conheço alguns limites meus e sei que ultrapassá-los vai gerar muito estresse, muita ansiedade e uma dúzia de problemas de saúde. Aquele que quer alcançar seus sonhos deve estar disposto a isso, ter uma noção de suas próprias limitações, ter consciência do que pode vir pela frente e do quanto se estará disposto a fazer para seguir em frente.

O filme é um drama angustiante, eu fiquei bem ansiosa com as cenas e sofria junto com Andrew. E você vai percebendo ao longo do filme que ele tinha um sonho e poucos o apoiavam, principalmente por preconceito, já que muitos achavam o achavam muito jovem e que ser músico não era uma profissão. Eu fico inconformada, porque isso não ocorre só nos filmes, isso é comum dentro das famílias, ou seja, você não ter o apoio das pessoas que você mais ama. Eu acredito que não importa a profissão que você busque, se for honesta e não ferir a liberdade de ninguém, então ela é válida e você deve se dedicar para desempenhá-la da melhor forma possível.

Eu adorei a atuação de J.K. Simmons, que foi incrível e impecável. Ele se destacou bem mais que o protagonista, o que o fez ganhar nada mais e nada menos que o Oscar como melhor ator coadjuvante. O menino, Miles Teller, me surpreendeu ao fazer um papel dramático, só o tinha visto em comédias universitárias. É perceptível que ele fez a maioria das cenas de bateria, ou seja, ele sabe tocar muito bem, diferente de alguns filmes em que o ator principal não sabe tocar e cortam a cena para as mãos de um profissional. Além disso, gostei muito de ver o Paul Reiser, ator que fez o pai de Andrew, não o via há muito tempo, desde a época da série Mad About You.

Eu achei o filme muito bom, vale a pena assistir. Ele não só teve indicações ao Oscar como também ganhou alguns outros prêmios, como no Festival Sundance de Cinema de 2014. Acho que todas as premiações foram mais que merecidas!

Então bom filme e boa pipoca!!!!

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2 comentários

  1. claquetegirls disse:

    Esse filme é ótimo!
    Tem cenas muito fortes e o que mais gostei no filme foi a parte psicológica dele.
    Adorei seu texto.
    Bjs

    https://claquetegirls.wordpress.com

    Ass: Carolina Souza

  2. Tati Vieira disse:

    Fico muito feliz de você ter gostado do texto. O filme é angustiante, mas sensacional. A parte psicológica que o filme explora é muito boa, anular todo o resto em busca de um sonho é algo realmente difícil física e mentalmente. Beijos

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